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É bom ter cuidado com o fakemarketing

Fakemarketing: a palavra assusta, mas nem tanto quanto deveria.

Fakemarketing: a palavra assusta, mas nem tanto quanto deveria. Estamos mais do que acostumados com promoções e propagandas de marcas se prometem espetaculares, quando, na verdade, não passam de porcarias. Na sociedade imagética em que vivemos, não surpreende que campanhas enganosas deem certo por um tempo e promovam nomes e marcas apenas com fotos bem tratadas ou vídeos bonitos e bem feitos. Até mesmo as empresas com boas intensões caem na onda das agências que, em detrimento à demanda real do cliente, só pensam em empurrar os seus serviços goela abaixo, sem planejar o futuro ou pensar na dor de cabeça que uma campanha mal feita e exagerada pode dar para o contratante. Em resumo, a prática do “que se dane, o que importa é o dinheiro no final do mês” tem promovido barbaridades e o tal resultado esperado (lucro) dura pouco, já que o cliente descobre que as coisas não são bem assim e corta relações com a agência, levando com ele pelo menos mais 50% do seu grupo de relações, que só vai queimar a marca no mercado. Fora o processo de reaproximação com os clientes que deverá ser feito, às vezes, começando do zero.
No jornal Zero Hora, a matéria sobre o comportamento dos usuários do Facebook é um bom exemplo de fakemarketing. Quem aí não se desespera (ou alguma vez já se sentiu mal) com a felicidade exposta no perfil dos amigos? Viagens espetaculares, a namorada mais gata, os melhores restaurantes são algumas das fotos e check-ins mais publicados, insinuando que a vida da pessoa é uma maravilha sem tamanho. Engana-se quem acha que não há tristeza do outro lado. Mostrar só o lado bom da vida não significa que os problemas não existem e podem demonstrar uma fuga da realidade, na qual o mundo virtual traz o reconhecimento tão procurado pelo ser humano, que pode existir ou não no mundo real.
Mas esperem aí… Ao contrário do que se espera, tamanha felicidade exposta não contribui para o desenvolvimento e crescimento social. De acordo com a matéria do Zero Hora, uma pesquisa de universidades alemãs mostrou que quem navega só por perfis de alegria acaba tendo sentimentos negativos, entre eles a frustração, inveja, baixa autoestima e insatisfação com a própria vida. Sentimentos que, se traduzidos para o comércio e as intenções de fortalecimento de marca, em nada contribuem.
Empresas que desejam inserir a sua marca nas redes sócias devem estar atentas a tal comportamento. É preciso ir com calma e ser extremamente real nos perfis virtuais para que eles não passem a ser indesejáveis. É bom não esquecer que o Facebook proporciona interação e observação muito próxima da rede de relações de seus usuários, ou seja, o acompanhamento das postagens é imediato e, portanto, a confirmação da veracidade das informações também. Se uma loja de e-commerce diz que o produto está em promoção e tem o melhor preço, o usuário vai direto ao Google para conferir as ofertas de outros sites e comparar preços. Se a promoção for mentira, é bem possível que, logo na sequencia, partam comentários escrachando a loja e revelando que a campanha do produto é um fake.
É bom ficar de olho nos exageros que estão por aí. Uma boa campanha é aquela que condiz com a realidade e estrutura de uma empresa, bem como, com a sua capacidade de crescimento. O passo a passo é muito mais indicado para qualquer estratégia, principalmente em se tratando de marketing digital.
Mate a curiosidade e saiba o que foi publicado no Zero Hora sobre os perfis exagerados do Facebook.

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