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É bom ter cuidado com o fakemarketing nas redes sociais

No jornal Zero Hora, a matéria das últimas semanas sobre o comportamento dos usuários do Facebook.

inundaweb-fakemarketing-seo-marketing-digital-e-commerceFakemarketing: a palavra assusta, mas nem tanto. Estamos mais do que acostumados com promoções e propagandas de marcas se prometem espetaculares, quando, na verdade, não passam de porcarias. Na sociedade imagética em que vivemos, não surpreende que campanhas enganosas deem certo por um tempo e promovam nomes e marcas apenas com fotos bem tratadas ou vídeos bonitos e bem feitos espalhados pela internet. Até mesmo as empresas com boas intensões caem na onda das agências que, em detrimento à demanda real do cliente, empurram os seus serviços goela abaixo, sem planejar o futuro ou pensar na dor de cabeça que uma campanha mal feita e exagerada pode gerar. A prática do “que se dane, o que importa é o dinheiro no final do mês” tem promovido barbaridades e o tal resultado esperado (lucro) dura pouco, já que o cliente descobre que as coisas não são bem assim e corta relações com a agência queimando-a no mercado e levando com ele pelo menos mais 50% do seu grupo de relações.
No jornal Zero Hora, a matéria das últimas semanas sobre o comportamento dos usuários do Facebook é um bom exemplo de fakemarketing. A felicidade exposta no perfil dos amigos de viagens espetaculares, da namorada mais bonita e interessante, dos melhores restaurantes frequentados são algumas das fotos e check-ins mais publicados, insinuando que a vida da pessoa é uma maravilha sem tamanho, o que deixa qualquer um desesperado ou se sentindo mal por não levar uma vida tão boa. Engana-se quem acha que não há tristeza do outro lado. Mostrar só o lado bom da vida não significa que os problemas não existem e, pelo contrário, podem demonstrar uma fuga da realidade, na qual o mundo virtual traz o reconhecimento tão procurado, que pode existir ou não no mundo real.
De acordo com a matéria do jornal, tamanha felicidade exposta não contribui para o desenvolvimento e crescimento social. Parece surpresa, mas uma pesquisa de universidades alemãs mostrou que quem navega só por perfis de alegria acaba tendo sentimentos negativos, entre eles a frustração, inveja, baixa autoestima e insatisfação com a própria vida. Sentimentos que, se traduzidos para o comércio e as intenções de fortalecimento de marca, em nada contribuem. Portanto, empresas que desejam inserir a sua marca nas redes sócias devem estar atentas a tal comportamento. É preciso ir com calma e ser extremamente real nos perfis virtuais para que eles não passem a ser indesejáveis. Além do mais, é bom não esquecer que o Facebook, por exemplo, proporciona interação e observação muito próxima da rede de relações de seus usuários, ou seja, o acompanhamento das postagens é imediato e a confirmação da veracidade das informações também.
Se uma loja de e-commerce afirma em qualquer um dos seus perfis que um produto está em promoção e tem o menor preço, o usuário vai direto ao Google (ou outros buscadores) para conferir as ofertas de outros sites e fazer comparações. Se uma mentira for constatada, é bem possível que, imediatamente, partam comentários escrachando a loja de e-commerce mentirosa e revelando que a campanha do produto em promoção é um fake.
Cuidado com os exageros. Uma boa campanha é aquela que condiz com a realidade e estrutura de uma empresa, bem como, com a sua capacidade de crescimento. Os conselhos para ir caminhando “passo a passo”, “subindo degrau por degrau”, “não dar o passo maior que a perna” e “não ter o olho maior do que a barriga” são extremamente úteis e muito mais indicados para qualquer estratégia, principalmente relacionadas ao marketing digital.
Pense nisso, enquanto mata a curiosidade do que foi publicado no Zero Hora sobre os perfis exagerados do Facebook.

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